Sabe aqueles dias em que você sai correndo de um lado pro outro, todo estabanado, sem saber pra que lado ir? Pois é... foi assim que fiquei depois que eu e J. decidimos viajar de férias pra Europa.
Eu era completamente leiga no que dizia respeito às providências necessárias numa viagem dessa categoria. Passaporte? Ainda não tinha. Disseram que eu precisava agendar a ida à Polícia Federal com urgência, ou correria o risco de perder o prazo pra tirar o meu e não conseguir viajar.
Bom, sou partidária da ideia de que, se você não sabe algo, tem de meter as caras e aprender.
Entrei no site da PF, li as recomendações, vi a lista de documentos. Preenchi o cadastro, agendei a visita, peguei o endereço, imprimi a guia de recolhimento pra pagar no banco... #NOT# Não conseguia gerar a guia de jeito nenhum!!!!
Revi as configurações do computador (quem me conhece sabe que sou péssima nesse lance de tecnologia), tentei do trabalho. Nada. Meu Deus! E agora? Como ia levar a guia paga se não conseguia gerar a maledeta??? O pior é que não existia outra maneira. Sem guia, sem passaporte.
A luz veio da M., uma colega de trabalho muito bacana. Ela me ensinou a desbloquear uns troços (não sei o que, não me perguntem) que impediam a geração do boleto. Isso feito, reuni, toda feliz, a documentação necessária. Só ia ficar faltando a certidão de casamento com averbação de separação. No dia, ainda pensei: "Preciso me lembrar de passar pelo cartório". E deletei a informação do meu cérebro logo em seguida.
Pausa pra explicar a quem nunca se casou: se o seu nome já foi alterado por questões de matrimônio, você precisa provar à PF que o nome de solteira voltou a valer. Como eles sabem disso? Pela certidão de casamento averbada, em cujo verso há uma declaração dizendo que você se casou, mudou de nome, se separou e voltou a usar o nome de solteira. Puta trampo, mas não tem jeito. Ossos da burocracia...
Entrei no site da PF, li as recomendações, vi a lista de documentos. Preenchi o cadastro, agendei a visita, peguei o endereço, imprimi a guia de recolhimento pra pagar no banco... #NOT# Não conseguia gerar a guia de jeito nenhum!!!!
Revi as configurações do computador (quem me conhece sabe que sou péssima nesse lance de tecnologia), tentei do trabalho. Nada. Meu Deus! E agora? Como ia levar a guia paga se não conseguia gerar a maledeta??? O pior é que não existia outra maneira. Sem guia, sem passaporte.
A luz veio da M., uma colega de trabalho muito bacana. Ela me ensinou a desbloquear uns troços (não sei o que, não me perguntem) que impediam a geração do boleto. Isso feito, reuni, toda feliz, a documentação necessária. Só ia ficar faltando a certidão de casamento com averbação de separação. No dia, ainda pensei: "Preciso me lembrar de passar pelo cartório". E deletei a informação do meu cérebro logo em seguida.
Pausa pra explicar a quem nunca se casou: se o seu nome já foi alterado por questões de matrimônio, você precisa provar à PF que o nome de solteira voltou a valer. Como eles sabem disso? Pela certidão de casamento averbada, em cujo verso há uma declaração dizendo que você se casou, mudou de nome, se separou e voltou a usar o nome de solteira. Puta trampo, mas não tem jeito. Ossos da burocracia...
No dia agendado para a visita à PF, saí mais cedo de casa, peguei um táxi e fui levar a documentação. Chego ao balcão, o funcionário me aponta a fila. Quando ia entregar a senha ao rapaz que encaminha as pessoas à salinha onde fazem a "ficha" para o passaporte, o cara me pergunta: "A senhora já mudou de nome?"; "Já"; "Trouxe a certidão averbada?"; "Errr... não!"; "Então nada feito."; "Mas moço... e agora? Vim do Tucuruvi, é longe... o que faço?". Compadecido da minha situação, ele apontou o funcionário do balcão. "Moço, não dá pra quebrar o galho? Moro longe..."; "Não... mas se a senhora trouxer o documento hoje, seguro seu agendamento".
Saí despirocada do prédio da PF e entrei no táxi: "Paulo, pro cartório do Tucuruvi". Nessa altura do campeonato, a corrida já estava dando uns 100 reais, porque ele estava me esperando. Mas não tive dúvidas: é hoje que faço esse passaporte ou não me chamo AVM!!!
Trânsito travado na Marginal Tietê, uma vontade doida de me matar por ter me esquecido completamente do documento bem no dia da entrevista, correndo contra o tempo porque ainda precisava ir pro trabalho... ai, ai, ai... =(
Trânsito travado na Marginal Tietê, uma vontade doida de me matar por ter me esquecido completamente do documento bem no dia da entrevista, correndo contra o tempo porque ainda precisava ir pro trabalho... ai, ai, ai... =(
Cheguei ao cartório esbaforida e descabelada. Vazio. Não, vazio não. Tinha umas três pessoas na minha frente. Bom, pra um cartório de SP às 11h estava ótimo! Peguei a senha e sentei numa das cadeiras. Do meu lado direito, um homem insistia em ficar me olhando fixamente. Comecei a amaldiçoar mentalmente o funcionário lerdo, que ficava olhando pra tela do computador e não chamava o nome de ninguém.
Finalmente, uma voz vinda do balcão chamou o meu nome. Dei os meus dados e os do meu ex-marido e ele se pôs a procurar num caderno que mais parecia o livro de presenças da Santa Ceia os dados do casório. Ainda bem que tudo está informatizado: a certidão com a averbação saiu em 5 minutos. Aí era só esperar o funcionário carimbar e assinar.
Mais 20 minutos só nisso. "Dona Andréa...". Peguei o papel da mão do moço e saí feito louca. De volta ao táxi, implorei: "P., corre!". E lá fomos nós, Marginal do Tietê de uma ponta a outra. Prédio da PF. Fila. Entrevista. Scan dos dedos. Comprovante pra retirada dali a 10 dias. Saí do prédio feliz e saltitante por ter dado tudo certo. Entrei no táxi, cuja corrida já virava os 200. E eu ainda precisava ir até a Bela Vista, onde trabalho... $$$$$
Finalmente, uma voz vinda do balcão chamou o meu nome. Dei os meus dados e os do meu ex-marido e ele se pôs a procurar num caderno que mais parecia o livro de presenças da Santa Ceia os dados do casório. Ainda bem que tudo está informatizado: a certidão com a averbação saiu em 5 minutos. Aí era só esperar o funcionário carimbar e assinar.
Mais 20 minutos só nisso. "Dona Andréa...". Peguei o papel da mão do moço e saí feito louca. De volta ao táxi, implorei: "P., corre!". E lá fomos nós, Marginal do Tietê de uma ponta a outra. Prédio da PF. Fila. Entrevista. Scan dos dedos. Comprovante pra retirada dali a 10 dias. Saí do prédio feliz e saltitante por ter dado tudo certo. Entrei no táxi, cuja corrida já virava os 200. E eu ainda precisava ir até a Bela Vista, onde trabalho... $$$$$
A viagem já começou custando caro...

